
O Despertar do Fogo Sagrado
Título Original: EL DESPERTAR DEL FUEGO SAGRADO · A.G.E.A.C.: CONCOMITANCIAS SAGRADAS DEL FUEGO SECRETO (1ª PARTE)
O Quinto Evangelho
Registro estenográfico da gravação original de Samael Aun Weor, preservando a autenticidade de sua fala.
EQUIPO DE www.gnosis2002.com PRIMEIRA PARTE: SOBRE O FOGO SAGRADO KUNDALINI >IA1< Queridos irmãos gnósticos, vou falar sobre o FOGO SEXUAL. A Transmutação Sexual do ENS-SEMINIS em ENERGIA CREADORA se torna possível quando evitamos cuidadosamente o abominável espasmo, o inumano orgasmo dos fornicários. A bipolarização deste tipo de Energia Cósmica no organismo humano foi, desde os antigos tempos, analisada nos Colégios Iniciáticos do Egito, México, Peru, Grécia, Caldeia, Roma, Fenícia, etc., etc., etc. O ascenso da Energia Seminal até o cérebro se faz graças a um certo par de cordões nerviosos, que em forma de oito se desenvolvem, esplendidamente, à direita e à esquerda da coluna dorsal. Chegamos, pois, ao CADUCEO DE MERCURIO com as Asas do Espírito sempre abertas.
O mencionado par de cordões nerviosos jamais poderia ser encontrado com o bisturi, pois aqueles são mais bem de natureza Semietérica, Semifísica.
Éstes são os dois Testemunhos do Apocalipse, as duas Olivas e os dois Candelabros que “estão diante do Deus da Terra e se alguém quiser lhes fazer mal, sai fogo da boca deles e devora a seus inimigos”...
Na sagrada terra dos Vedas, este par de cordões nerviosos são conhecidos com os nomes sánscritos de “IDÁ” e “PINGALÁ”.
O primeiro se relaciona com a fossa nasal esquerda e o segundo com a direita.
É óbvio que o primeiro de estes dois Nadis ou Canais é de tipo LUNAR; é evidente que o segundo é de natureza SOLAR.
A muitos estudantes gnósticos pode surpreendê-los um pouco que sendo Idá de natureza fria e Lunar, tenha suas raízes no testículo direito.
A muitos discípulos de nosso Movimento Gnóstico pode cair-lhes como algo insólito e inusitado, a notícia de que sendo Pingalá de tipo estrictamente Solar, parte realmente do testículo esquerdo.
Empero, não devemos nos surpreender porque tudo na Natureza se baseia na LEI DAS POLARIDADES.
O testículo direito encontra seu antipolo exato na fossa nasal esquerda, e isso já está demonstrado.
O testículo esquerdo encontra sua antípoda perfeita na fossa nasal direita, e obviamente, isso deve ser assim.
A Fisiologia Esotérica ensina que no sexo feminino, os dois Testemunhos partem dos ovários.
É incuestionável que nas mulheres o orden do par de Olivas do Templo se inverte armoniosamente.
Antigas tradições que emergem da noite profunda de todas as eras dizem que "quando os Átomos Solares e Lunares do Sistema Sexual Seminal fazem contato no TRIBENI perto dos Coxis, então, por simples indução elétrica, desperta uma Terceira Força"; quero me referir ao FOGO MARAVILHOSO DO AMOR.
Escrito está nos velhos textos da Sabedoria Antiga, que o orifício inferior do canal medular, nas pessoas comuns e correntes, se encontra hermeticamente fechado.
Os Vapores Seminais (ou "Humores Seminais" como dizem os médicos), o abrem para que o Fogo Sagrado da Sexualidade penetre por ali.
Ao longo do canal medular, se processa um jogo maravilhoso de variados canais que se penetram e se compenetram mutuamente sem se confundir, devido a estarem localizados em diferentes dimensões.
Lembremos ao SUSHUMNÁ, e a outros como o VAJRA, o CHITRA, o CENTRALIS e ao famoso BRAHMA-NADI.
Por este último, ascende o Fogo do deleite sexual quando jamais cometemos o crime de derramar o semen.
Absurdo é enfatizar a equivocada ideia de que o Fogo Erótico de todas as dichas, empreenda viagem de retorno até os Coxis após a encarnação do Ser (o Jivatma), no coração do Homem.
Falsidade horripilante é aquela que afirma, torpemente, que a Flama Divina do Amor, após ter gozado sua união com Paramashiva, se separe iniciando o viagem de retorno pelo caminho inicial.
Tal regresso fatal, dito descenso até os Coxis, só se faz possível quando o Iniciado derrama o Semen; então, cai fulminado pelo Raio terrível da Justiça Cósmica.
O ascenso do Fogo Sexual pelo canal medular se realiza muito lentamente, de acordo com os MÉRITOS DO CORAÇÃO.
Os Fuegos do Cardíaco controlam, sabiamente, o ascenso milagroso da Flama do Amor.
Obviamente, tal Llama Erótica não é algo automático ou mecânico, como supõem muitos equivocados sinceros.
Este Fogo Serpentino desperta, exclusivamente, com o deleite sexual amoroso e verdadeiro.
Jamais ascenderia a Flama Erótica pelo canal medular de casais unidos por mera conveniência pessoal.
Seria impossível o ascenso da Llama Santa na espinha dorsal de homens e mulheres adúlteras.
Me refiro, meus caros irmãos (entre parênteses), a homens que praticam Magia Sexual com diversas mulheres ou vice-versa.
Nunca subiria o Fogo das delícias sexuais na espinha dorsal de aqueles que traicionam o Gurú.
Jamais o Fogo Sexual ascenderia pela medula dos embriagados, afeminados, lésbicas, viciados em drogas, assassinos, ladrões, mentirosos, caluniadores, exploradores, cobiçosos, blasfemos, sacrílegos, etc., etc., etc.
O Fogo dos prazeres sexuais é semelhante a uma SERPENTE DE MARAVILHAS, que quando desperta emite um som muito semelhante ao de qualquer víbora que é azuzada por um pau.
O Fogo Sexual, cujo nome sânscrito é "KUNDALINI", se desenvolve, revoluciona e ascende dentro da aura resplandecente do Maha-Chohan.
O ascenso da Flama das dichas ardentes ao longo do Canal Espinal, de vértebra em vértebra, de grau em grau, resulta em verdade muito lento; jamais subiria instantaneamente como equivocadamente supõem algumas pessoas que não possuem informação correta.
Há grande necessidade de dizer, sem muita prosopopeia, que os 33 GRADOS da Maçonaria Oculta se correspondem, esotéricamente, com as 33 VÉRTEBRAS ESPINAIS.
Quando o Alquimista comete o crime de derramar o Vaso de Hermes (me refiro, entre parênteses, meus caros irmãos, ao derrame seminal), obviamente, perde Grados Maçônicos, porque o Fogo dos Encantos Amorosos desce uma ou mais vértebras, de acordo com a magnitude da falta.
Recuperar os grados perdidos costuma ser espantosamente difícil; emperó, está escrito que "na Catedral da Alma há mais alegria por um pecador que se arrepende, que por mil justos que não necessitam arrependimento"...
No Magistério do Amor sempre somos assistidos pelos ELOHIM; eles nos aconselham e ajudam.
A UNIVERSIDADE ADHYÁTMICA dos Sábios examina, periodicamente, a os aspirantes que, depois de terem renunciado a Mammón (entre parênteses, intelectualismo e riquezas materiais), desfrutam sabiamente das delícias do Amor no tálamo nupcial.
Na MÉDULA e no SEMEN se encontra a CHAVE DA REDENÇÃO, e tudo o que não seja por ali, por esse caminho, significa de fato uma perda inútil de tempo.
O Fogo Serpentino, Kundalini, se encontra enroscado (como qualquer cobra), com três voltas e meia dentro de certo Centro Magnético situado no osso coxígeo, base da espina dorsal.
Quando a Serpente Sexual desperta para iniciar sua marcha para dentro e para cima, passamos por seis Experiências Místicas Trascendentais que podemos e devemos definir, claramente, com seis termos sânscritos assim: ANANDA: Cierta Dicha Espiritual.
KAMPAN: Hipersensibilidade de tipo Eléctrico e Psíquico.
UTTHAN: Progressivo aumento da Autoconsciência; Desdobramentos Astrais; Experiências Místicas Transcendentais nos Mundos Superiores, etc.
GHURNI: Intensos Anseios Divinais.
MURCHA: Estados de letargia, relaxamento de músculos e nervos de forma muito natural e espontânea durante a Meditação.
NIDRA: Algum modo específico de sono que combinado com a Meditação Interior Profunda, vem a se converter em Samadhi resplandecente (Éxtase).
Inquestionavelmente, o Fogo do Amor nos confere infinitos PODERES TRASCENDENTAIS.
A Chama Sexual é, fora de toda dúvida, uma VERDADE JEHOVÍSTICA e VEDANTINA ao mesmo tempo.
A Lâmina Sexual é a Deusa da Palavra adorada pelos Sábios.
Quando desperta, nos confere a ILUMINAÇÃO...
A Chama Erótica nos outorga essa SABEDORIA DIVINA que não é da Mente e que está mais além do Tempo.
É ela que dá também o MUKTI da Beatitude Final e o JNANA da Liberação.
DIIIIIII OOOOONNNNN IIIIIIISSSSS IIIIIIIOOOOO.
¡Dionísio!
Silabeando esta mágica palavra, este mantram de maravilhas, devém extraordinária a transmutação voluntária da Libido durante o coito paradisíaco.
Mágicos resultados deste mantram: DIIIIIII: Intensifica a vibração dos Órgãos Creadores.
OOOOONNNNN: Movimento inteligente da Energia Creadora em todo o Sistema Nervoso Sexual, até se sumir na Consciência.
IIIIISSSSS: Esta mântrica sílaba nos recorda aos Misterios Isíacos e a seu correspondente nome: “Isis”.
Obviamente a vocal “I” e a letra “S” (prolongada como um silbo doce e apaziguador), invoca a Serpente Sexual para que suba vitoriosa pelo canal medular espinal.
IIIIIOOOOO: Isolda, o Androginismo Luni-Solar, Osiris-Isis, centelleia desde o fundo profundo de todas as idades, terrivelmente divino.
“I”, com sua honda significação, certamente é o Lingam (Phalo), o Iod Hebreu.
“O”, é o Eterno Femenino, o Utero (o Yoni), e o famoso He de tipo Hebraico.
IO: Quando entonamos esta última sílaba da mágica palavra durante o trance sexual, então devém a transmutação íntegra da Libido.
É assim como a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes desperta para iniciar seu éxodo pelo canal medular.
Resalta patente e manifesto o aspecto maternal da Flama Sagrada, que em forma Serpentina asce por a Espina Dorsal.
¡Flama com figura de Culebra, Divina Llama Sexual, Mãe Sacratísima Kundalini!
Fora do corpo físico nossa Mãe Cósmica Particular (pois cada qual tem a sua), assume sempre a presença maravillosa de uma Mãe Virgem.
Alguma vez, sem importar a data ou a hora, encontrando-me fora do corpo físico, encontrei com minha Sagrada Mãe no interior de um precioso recinto...
Depois dos abraços conhecidos de filho e mãe, Ela sentou-se em um confortável sofá diante de mim; oportunidade que aproveitei para fazer perguntas muito necessárias.
– Estou bem agora, minha Mãe?
– Sim, meu filho, você está bem.
– Ainda preciso praticar Magia Sexual?
– Sim, ainda precisa.
– É possível que lá, no mundo físico, haja alguém que possa Autorrealizar-se sem necessidade da Magia Sexual?
A resposta a essa última pergunta foi tremenda: – Impossível, meu filho, isso não é possível!...
Confesso, francamente e sem ambiguidades, que essas palavras da Adorável me deixaram assombrado.
Lembrei-me então, com suprema dor, de tantas gentes de tipo pseudo-esotéricas e pseudo-ocultistas que anhelam de verdade a Liberação Final, mas que desconhecem o SAHAJA MAITHUNA, a MAGIA SEXUAL, a chave maravillosa do GRAN ARCANO.
Inquestionavelmente o caminho que conduz ao Abismo está empedrado com boas intenções...
Discípulo.
Mestre Samael, gostaria de fazer-lhe uma pergunta referente ao ascenso do Kundalini como nos explicou na conferência.
Se um homem pratica Magia Sexual com diversas mulheres (pois me imagino que é o mesmo processo), gostaria de saber por que, nesse caso, sendo que ele pratica Magia Sexual e a única diferença é que não o faz só com uma mulher), por que seus resultados não são os mesmos?
Mestre.
Distinguido irmão, com o maior prazer darei resposta a sua pergunta: O KUNDALINI NÃO É ALGO MECÂNICO, o Fogo Sagrado do Amor é a Divina Mãe Cósmica; ela em si mesma é Omnisciente, Omnimisericordiosa e totalmente justa.
Seria absurdo supor, mesmo por um momento, que nossa Mãe Kundalini premiará o adultério. Nesse caso, obviamente, ela se tornaria cómplice do delito.
Essa é, pois, minha resposta.
D.
Muito obrigado, Mestre.
D.
Mestre, como é possível que se uma pessoa que trai seu Gurú, o Fogo Sexual não lhe asciende, se ele pratica com sua esposa e só com ela, e cumpre com seu trabalho de forma cabal?
M.
Com muito prazer vou dar resposta a sua pergunta, distinguida irmã: A chama Sexual, a Divina Mãe Kundalini Shakti não é algo mecânico, repito; asciende de acordo com os Méritos do Coração.
Se se trai ao Mestre, ao Gurú, é claro que não há mérito para o ascenso.
A MADRE DIVINA KUNDALINI JAMÁS PREMIARÍA A TRAÍÇÃO.
D.
Obrigada, Mestre.
Conheci em alguma ocasião o caso de um Guru que instruía um estudante, este último se voltou contra seu Mestre, se pronunciou contra ele; no entanto, continuou praticando o Sahaja Maithuna com sua Sacerdotisa-Esposa; é claro que o Fogo Sagrado, em vez de subir pelo canal medular, se precipitou desde o coxis para baixo, tornando-se na cauda de Satã, no abominável ÓRGÃO KUNDARTIGUADOR; assim foi como aquele estudante fracassou rotundamente, se transformou em um Tântico Negro, em um Adepto da mão esquerda, em um Tenebroso.
A Mãe Kundalini, repito, não premia traições.
D.
Mestre, no Movimento Gnóstico há muitos estudantes que se preocupam muito com a prática da Magia Sexual, mas esquecem a Disolução do Eu, o que pode dizer sobre isso?
M.
Com o maior prazer responderei à sua pergunta distinguida Dama: Certo, aqueles que apenas se preocupam com a MAGIA SEXUAL esquecendo radicalmente a DISOLUÇÃO DO EGO, é porque desconhecem, totalmente, o fundamento da Alquimia Erótica.
Tal baseamento podemos concretizar assim: “Solve et Coagula”, DISOLVER E COAGULAR.
Durante o Sahaja Maithuna é preciso trabalhar na disolução do Eu e coagular o Hidrogênio Sexual Si-12, na criação maravilhosa dos CORPOS SOLARES.
É preciso aniquilar o eu mesmo, o eu mesmo, em pleno trabalho Erótico Sexual; ali mesmo, na Nona Esfera, durante o transe da parceira unida, é preciso invocar com todo o coração e com toda a Alma à Divina Mãe Kundalini, rogá-la que utilize a Eletricidade Transcendente, o PODER DA LANCHE FÁLICA, para destruir o Eu, o Eu, o defeito que compreendemos, inteiramente, em todos os Níveis da Mente.
Não devemos esquecer jamais que o Eu está composto por múltiplas entidades que personificam nossos erros: Ira, cobiça, lujúria, inveja, orgulho, pereza, gula, etc., etc., etc.; todos esses defeitos se processam nas 49 Regiões do Subconsciente e estão perfeitamente expressados internamente em forma de Yoes-Diablos.
Eliminar esses defeitos, equivale eliminar suas personificações ocultas, chamadas “Yoes-Diablos”; Ela, a Divina Devi Kundalini, empuñará a Lança de Longinus, para destruir, reduzir a cinzas o defeito que compreendemos.
É preciso APROVECHAR, repito, A MESMA PRÁTICA DO MAITHUNA PARA ELIMINAR O EGO.
Quem se preocupam apenas com o gozo, com o prazer e com o ascenso da Llama Sagrada, mas que não pensam jamais na disolução do Eu, ao fim se convertem em HANASMUSSEN com duplo Centro de Gravedad.
Um Hanasmussen é, como já disse muitas vezes, um sujeito com duas Personalidades Internas: a Branca tomada por seu Espírito e os Corpos Solares; a Negra formada pelo Ego, pelo Eu, pelo eu mesmo, pelo si mesmo.
Assim, não esqueçamos jamais o "Solve et Coagula"...
Desfazer os Erros, os defeitos psicológicos durante o Sahaja Maithuna, e coagular as Fuerzas maravillosas do Sexo nos Vehículos Crísticos Solares.
Entendido, minha cara irmã?
D.
Sim, Mestre.
Obrigado.
D.
Mestre, estou um pouco confuso e gostaria que me esclarecesse esta dúvida que tenho, pois, após o que discutimos, me vem à mente pensar que o gozo sexual então é mau, a dicha erótica é má então?
M.
Pelo amor de Deus e Santa Maria!...
>CM< >IA2< ...Até quando vocês vão entender?
Lembrem-se de que o gozo sexual É UM GOZO LEGÍTIMO DO HOMEM; o deleite sexual é paradisíaco.
É urgente que vocês compreendam que tal deleite, que tal gozo DEVE SER DIRIGIDO HACIA ADENTRO E HACIA ARRIBA, HACIA O DIVINO.
É necessário, é indispensável que, em pleno coito, se elimine todo apego de lujuria.
O coito é uma forma da oração, e a lujuria é sua antítese; A LUJURIA, repito, É UM SACRILEGIO.
Por que devemos ser lujuriosos?
O YONI da mulher está simbolizado pelo Divino CÁLIZ em que Cristo bebeu na Última Ceia.
O PHALO do varão, está alegorizado pela LANÇA aquela com a qual Longinus feriu o lado do Senhor; a mesma que utilizará o Parsifal wagneriano para curar a ferida do lado de Amfortas.
Este par de joias (tão simbólicas e divinas) são formidáveis e se referem exatamente ao Lingam-Yoni dos Mistérios Gregos.
Por que devemos olhar para o sexo com olhos de demônio?
Por que devemos ter lujuria?
Não, irmãos!
A lujuria, sabem, é uma profanação, um sacrilegio.
Realmente, >FA1< a lujuria é semelhante ao homem que lançasse o Pão e o Vinho da Uncião Gnóstica ao chão e, em seguida, o pisoteara.
Esta classe de infâmias sacrílegas é horrorosa.
Aquele que profana o LINGAN-YONI com seus pensamentos e desejos lujuriosos, é meu caro irmão, um sacrilégio, um tenebroso, um lujurioso.
Gozem, sim, do sexo, mas dirijam todo o seu comércio sexual para Deus.
Não pensem em gozo sexual, na lujuria sacrílega. Entendido?
D.
Sim, Mestre, muito obrigado.
Mestre, gostaria...
Perguntar-lhe algo sobre o movimento chamado de hippies, como é de tanta atualidade, pois me vem à mente que os hippies têm tendências que considero estão de acordo com a vibração –melhor dito não de acordo, mas sim, na reação, no movimento que eles representam– estão em vibração com a nova era do aquário, tomando o caso, desde logo, como você os acabou de indicar, de que eles estão identificados com a forma negativa da onda de Dionisios.
Eh...
A consciência desses jovens, gostaria de perguntar-lhe se tem algum progresso –por este... em relação à droga, desde logo– porque me imagino que eles se estimulam com essas drogas e até mesmo têm certas experiências. Quais são as experiências que eles têm lá?
Estarão relacionadas com a consciência?
M.
Sua pergunta é interessante, meu estimável irmão, e com o maior prazer vou dar-lhe uma resposta concreta e definitiva.
O movimento Hippie, como já disse, está polarizado em forma negativa com Dionisios.
Os gnósticos, estamos polarizados em forma positiva.
Eh, aqui está a diferença.
Nós transmutamos as energias criadoras, as sublimamos, as elevamos até o cérebro, as levamos ao coração e à consciência.
Eles, por antítese, em vez de transmutar e sublimar, se entregaram de corpo e alma à relaxação sexual, se meteram pelo caminho infrasexual, caíram de fato na degeneração.
Abundam entre eles os homossexuais, as lesbianas, os fornicários de todo tipo, etc.
Por tanto, o aspecto da embriaguez Dionisiaca reveste em si mesma dois aspectos, dois polos, o positivo e o negativo.
Nós, os gnósticos, bebemos o vinho da meditação na copa da perfeita concentração, e alcançamos assim o Shamadí, o éxtase.
Eles, os seguidores da corrente hippie, caem na embriaguez Dionisiaca não pelo caminho positivo, mas sim pela senda da mão esquerda.
Mediante os cogumelos alucinantes, mediante as pastilhas, cocaína, morfina, etc., etc., ingressam nas regiões sub-lunares, nos baixos fundos dos mundos submersos, nas correntes tenebrosas do abismo.
Assim, eh, aqui está a diferença.
Não há dúvida de que, no fundo, eles renunciaram a Mammon, o mero intelectualismo, a vana palavreria insubstancial de charla ambígua, mas não se sabem polarizar em forma positiva com Dionisios, ao renunciar a Mammon, renunciaram também, não só ao intelectualismo dos grimoires que a nada conduzem de valor, e à riqueza que tanto fascina aos partidários do aquele demônio chamado Mammon.
Vamos caminhar por lá, como os melenudos com suas barbas largas e vestidos de qualquer maneira, dormindo às vezes nas ruas, sem nos interessar absolutamente as riquezas materiais.
É uma pena, meus queridos irmãos, que esses hippies não soubessem polarizar-se com a onda Dionisíaca em sua forma positiva e luminosa.
Os gnósticos não ambicionamos as riquezas –o ouro, a prata–, mas sabemos viver em perfeito equilíbrio, nossos pés se posam firmes na terra, embora nossos olhos tentem escudriñar o infinito inalterável.
Vede, pois, as diferenças, compreendam-nas, meus caros irmãos gnósticos.
[discípulo: “Estimados irmãos da Colômbia, o mestre Samael Aun Weor, dedica para todos vocês uma nova conferência.
Ele falará sobre os estados de Jinas nessa ocasião, deixo com vocês ao mestre Samael novamente.”] SEGUNDA PARTE: SOBRE OS ESTADOS JINAS Queridos irmãos gnósticos, a vocês me dirijo.
Vou falar sobre os estados de Jinas.
Ouçam!
É o caso de que, passando minha vida em tantas ocupações, tive, no entanto, de investigar a fundo os estados Jinas.
Mirai, senhores, se era razão que as razões desse tema nos admirasse e alegrasse quando pudemos experimentar, em forma direta, a existência real de terras e gentes Jinas.
“Causará assombro que no primeiro terço do século XVIII, quando já não reinavam os supersticiosos Filipes, o mesmo don Juan de Mur e Aguirre, antes governador de San Marcos de Arichoa, no Peru, acreditasse cegamente na existência de múltiplas ilhas misteriosas por todos os mares do mundo.
Isso se deveu a que, desde La Gomera e La Palma, enviavam relatórios mais ou menos fantásticos ao general e à Real Audiência sobre as repetidas aparições das ilhas sonhadas.
Relatórios que
produziram –diz Viera– novos acessos de “fiebre do maravilhoso” nos ânimos, movendo-os a tentar, pela quarta vez, o descobrimento da ilha Nontrabada.
Certo é que a Nontrabada ou Encubierta não se voltou a ver pelos mortais desde o século XVIII até a data, porque o escepticismo agressivo, que vem reinando no mundo desde A Enciclopédia, não merece outra coisa
sino que se faça mais tupido e denso o véu de maya que semejantes misterios etéreos ou da quarta dimensão recobre.
A ilha Nontrabada ou Encubierta, mais geralmente conhecida por San Borondón –diz Benítez em sua História das ilhas Canárias–, é um dos países encantados que têm preocupado os modernos, tanto quanto o Vellocino de Ouro aos antigos.
E havia uma razão poderosa para isso, pois, efetivamente, desde as ilhas de La Palma, La Gomera e Hierro, se costumava ver ao oeste-sudoeste da primeira e ao oeste-noroeste da última) correndo em direção norte a sul; uma terra montanhosa que, segundo o cálculo mais geralmente admitido, distaria 40 léguas de La Palma, e que poderia ter –não sabemos como se mediria– 87 léguas de comprimento por 28 de largura e que, às vezes, se via desde o sudoeste de Tenerife, poderia estar nos 28° e alguns minutos de latitude norte.
No dia 3 de abril de 1570, o doutor Hernán Pérez de Grado, primeiro regente da Audiência das Canárias, emitiu uma provisão encaminhada às ilhas de La Palma, La Gomera e Hierro, a fim de que fizessem uma averiguação exata com quantas pessoas haviam observado a aparição de tal terra ou que, por outro qualquer meio, tivessem provas de sua existência.
Por virtude de tal informação, depôs em La Palma o piloto português Pedro Vello, natural de Setúbal, que disse que, devido a uma tempestade, desembarcou na ilha Nontrabada com dois de seu equipamento e ali contemplou tais e quais maravilhas –fenômenos extraordinários nunca antes vistos, pegadas de gigantes colosais, etc.–.
Depois, ao amanhecer, o céu se nublou, soprou horrível o huracão, e ele, temendo perder seu navio, voltou a bordo mais do que depressa.
No instante de zarpar, perderam de vista a terra, e logo que este cessou, trataram de voltar a ela, sendo-lhes de todo ponto de vista impossível descobri-la, por isso ficaram muito contrariados, especialmente, por dois homens da tripulação que haviam sido abandonados na espessura da selva.
Esta verdadeira história Jinas que aqui a vossas mercedes se representa, é extraída ao pé da letra de entre velhos cronicones.
Dizem antigas tradições –por cierto, muito respeitáveis– que durante a idade de ouro do Lácio e da Ligúria, o rei divino Jano ou Saturno –IAO, Baco, Jehová– imperou sobre aquelas santas gentes, tribos arianas todas, embora de muito diversas épocas e origens.
Então, como na mesma época do povo hebreu, podia-se dizer que conviviam felizes Jinas e homens.
A Gñana, Yana, Jana ou Gnosis não é senão a ciência de Jano, ou seja, a ciência do Conhecimento Iniciático, a ciência de Enoichion ou do Vidente.
As variantes de seu nome são tão diversas que há uma em cada língua, como a de Jan, Chhan ou Kan, Dan, Dzan, D'Jan, Jain, Jian, Ioan, Kwan, Swan, Thanos, Thoan, Chohan, etc.; todas equivalentes à mais sublime concepção de um Espírito planetário, o Regente de Saturno, um Nazada, um Kabir no sentido mais completo da palavra.
Para mim, a ciência Jinas não é opinião, mas verdade asentada, e se quiserdes que vos mostre com a experiência vivida, escutai com paciência o subsequente relato.
Trinta vezes havia visto cair as folhas de outono em minha presente reencarnação quando houve de trabalhar consciente e positivamente com a doutrina dos Jinas ou de Jano.
Qualquer noite de maravilhas, Litelantes, minha sacerdotisa-esposa, me fez sublime convidação.
Encontrava-me repousando no leito nupcial com o corpo relaxado, boca para cima –decúbito dorsal–.
Devo asseverar, com certa solenidade e para bem da Grande Causa, que nesses instantes me encontrava em estado de alerta novedade, alerta percepção.
Dormitava atento e vigilante como o vigia em época de guerra.
Obviamente, ansiava com sede infinita algo extraordinário.
Depois das consabidas invocações de rigor, senti como se outro ser humano se posasse sobre meu relaxado corpo, exatamente sobre aquelas cobijas, razadas ou sarapes que deliciosamente me protegiam do frio da noite.
Incuestionavelmente, era Litelantes.
A reconheci pela voz quando em forma vehemente me chamou com meu nome de pila.
Ostensiblemente, aquela Dama-Adepto, mediante a ajuda extra de algumas gentes Jinas, havia conseguido meter seu corpo físico dentro da quarta dimensão.
“Vamos –me disse–, vamos, vamos!”.
E eu, que com ansia infinita sempre havia aguardado esse instante, presuroso me levantei do leito.
Resulta palmário e evidente que ao levantar-me assim ajudado, de fato atravessei a barreira da velocidade da luz, ficando então de pé junto ao leito de penitente e anacoreta com o corpo físico bem sumergido dentro da quarta vertical.
Qualquer gnóstico sincero poderia, certamente, fazer o mesmo se em instantes de começar a dormitar se concentrasse intensivamente em sua Divina Mãe Natureza particular, individual.
Uma fórmula mágica muito especial é a seguinte: “Creio em Deus, creio em minha Mãe Natureza e creio na Magia Branca.
Mãe minha, levai-me com meu corpo.
Amém”.
Milhares de vezes se reza essa oração em instantes de querer dormitar; empero convém não esquecer aquele dito vulgar que diz: “A Deus rogando e com o machado dando”.
Muito ligeiramente adormecidos, levantai-vos do leito suplicando e, em seguida, saltai com a intenção de flotar no ambiente circundante.
"Tende fé como um grão de mostarda e moverás montanhas."
Se não logrardes flotar, metei-vos novamente dentro da sua cama e repeti o experimento.
Muitos triunfam de imediato, e outros tardam meses e até anos inteiros para lograr sua entrada nos Paraísos Jinas.
Depois desta pequena, mas importante digressão de tipo indicativo, continuemos com nosso relato: Saí de minha recâmara com passo firme e decidido, atravessei um pequeno pátio, dirigi-me à rua.
Cediendo-me o passo com muita reverência, certo grupo de damas muito ancianas se inclinou respeitosamente ante minha insignificante pessoa que nada vale.
Agradei a especial deferência.
Saí da cidade seguido muito de perto por aquele grupo de pessoas Jinas; dirigi-me para as montanhas vizinhas.
Sentiu como se tivesse se hundido em um remoto passado sublunar antiquíssimo; compreendeu que havia penetrado no cosmos inferior.
Foi submetido a provas de valor fazendo-o voar por cima de profundos precipícios.
Flotando no ambiente circundante da quarta vertical, acompanhado por Litelantes e toda a comitiva de pessoas Jinas, atravessou o borrascoso oceano e chegou a certo lugar secreto da velha Europa.
Penetrando valerosamente em certo castelo, onde houve de contemplar com assombro um estranho símbolo sob o qual havia um crucifixo.
O regresso à minha mansão foi relativamente fácil, meus caros irmãos, pois é lei na quarta coordenada que tudo regresse a seu ponto de partida original.
Litelantes e eu comentamos muito alegremente tudo isso, todas essas maravilhas.
Obviamente, havíamos logrado um triunfo maravilloso.
Dias depois, continuamos com esses experimentos; aprendemos a meter o corpo físico dentro do cosmos superior.
Hoje, por experiência direta, sabemos claramente que com a ajuda da Mãe Divina Kundalini podemos colocar o corpo físico em estado de Jinas para viajar por entre o cosmos de cima.
Eso é tudo.
[discípulo: "Até aqui, estimados irmãos, o mestre Samael concluiu com sua conferência sobre os estados de jinas.
Com o desejo de fazer chegar a vocês suas palavras, a seguir ele falará para vocês sobre a meditação."]
TERCEIRA PARTE: SOBRE A MEDITAÇÃO Meus Caros Irmãos Gnósticos, vou agora, a discorrer um pouco, sobre A Meditação.
Escutai: Flanqueado de muralhas intelectivas, hastiado de tantas teorias tão complicadas e difíceis, resolvi viajar para as costas tropicais, do Mar Caribe.
Longe, sentado como um eremita dos tempos passados, sob a sombra taciturna de um árvore solitária, resolvi dar-lhe sepultura a todo aquele séquito difícil do vão racionalismo.
Com a mente em branco, partindo do zero radical, mergulhado em meditação profunda, busquei dentro de mim mesmo, ao Mestre Secreto.
Sem ambages, confesso e com toda sinceridade, que eu tomei muito a sério aquela frase do Testamento da Sabedoria Antiga, que, à letra, diz: "Antes de que a falsa aurora amanecesse sobre a Terra, aqueles que sobreviveram ao huracão e à tempestade, louvaram ao Íntimo, e a eles se lhes apareceram os Heraldos da Aurora".
Obviamente, buscava ao Íntimo, o adorava entre o Segredo da Meditação, lhe rendia Culto, sabia que dentro de mim mesmo, nas ignotas reconditeces da minha alma, o encontraria, e os resultados não se deixaram esperar muito tempo.
Mais tarde, tive de me afastar da areosa praia, para refugiar-me em outras terras e em outros lugares do mundo.
Em todo lugar, contudo, continuei com minhas Práticas de Meditação.
Deitado em meu leito ou no duro piso, me colocava na forma da Estrela Flamígera, pernas e braços abertos a direita e esquerda, com o corpo completamente relaxado.
Outras vezes me deitava também naquela forma oriental, de homem morto, decúbito dorsal; é dizer, de bruços, os pés tocando-se pelos calcanhares, as pontas dos pés, separadas em forma de abanico, braços ao longo dos lados, mas perfeitamente relaxados, etc.
Fechei meus olhos para que nada do mundo pudesse me distrair, depois, me embriaguei com o Vinho da Meditação, na Copa da Perfeita Concentração.
Incuestionavelmente, conforme intensificava minhas práticas, sentia que realmente me aproximava do Íntimo.
As vaidades do mundo não me interessavam, bem sabia que tudo era coisas deste Vale de Lágrimas, são perecederas.
O Íntimo e suas respostas instantâneas e secretas, era o único que realmente me interessava.
Existem Festivais Cósmicos Extraordinários que jamais podem ser esquecidos, isso o sabem muito bem, os Divinos e os humanos.
Em momentos em que estou ditando esta Conferência, vem à minha memória o grato amanhecer de um venturoso dia.
Desde o jardim interior de minha morada, fora do corpo físico, ajoelhado humildemente, clamando com grande voz, chamei ao Íntimo.
O Bendito passou o limiar de minha mansão, e eu o vi vindo a mim com passo triunfal, vestido com céu precioso e branca túnica inefável.
Vindo a mim o Adorado, o contemplei feliz.
Em sua cabeça brilhava esplêndida A Coroa dos Hierofantes, todo seu corpo estava feito de natureza de felicidade.
Em sua mão direita resplandeciam preciosas todas aquelas gemas valiosas das quais fala O Apocalipse de São João.
Empunhava O Senhor com grande firmeza, A Varinha de Mercúrio, O Cetro dos Reis, O Bastão dos Patriarcas.
Tomando-me nos braços, cantou O Venerável com voz de Paraíso, dizendo coisas que aos seres terrenais, não é lhes dada a compreender.
O Senhor das Perfeições, levou-me então ao Planeta Vênus. Muito longe das amarguras deste mundo. Assim foi como me aproximei do Íntimo, por O Caminho Secreto da Meditação Interior Profunda.

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