
A Mente
Título Original: LA MENTE · A.G.E.A.C.: MECANISMOS EFÍMEROS DE LA MENTE
O Quinto Evangelho
Registro estenográfico da gravação original de Samael Aun Weor, preservando a autenticidade de sua fala.
Paz Inverencial! Fala para vósotros Samael Aun Weor. Sede Patriarcal do México. Dirijo-me novamente a vós, irmãos do Movimento Gnóstico Salvadorenho. Quero que ponde plena atenção nesta cátedra, cujo título será: “A Mente”. Chegou a hora, meus caros irmãos, de compreender a necessidade de LIBERTAR-NOSSO DA MENTE. Por aqui, em diferentes cantos deste, nosso afligido mundo, existem realmente muitas organizações de tipo pseudo-esotérico e pseudo-ocultista, dedicadas a dar ensinamentos sobre a Mente. O curioso e interessante de tudo isso, é que fazem muita propaganda a favor da Mente, e isso é, naturalmente, muito grave. Todas as Escolas de tipo Mentalistas, digamos, querem que seus alunos desenvolvam a Força Mental, que fortifiquem o Poder Mentalista, etc.; e isso, naturalmente, deve nos convidar à reflexão. Se alguém estuda cuidadosamente a muitos escritores modernos, poderá evidenciar, claramente, que estes, e perdoo-me a franqueza, quase não têm ideias próprias, se limitam a transcrever, comentar, etc. Há autores que, praticamente, se sente como se lhes quebrasse a Mente. Defendem em alguns capítulos por aqui, coisas terríveis, determinadas teorias, e em subssequentes páginas destruem, com vehemência, o que antes defendiam, e escrevem antíteses muito bem documentadas, de maneira que ao ler uma obra dessas, o que fazem é pôr a trabalhar o intelecto, sem sacar realmente o conceito Espiritual de nenhum autor. No fundo, o que alguém consegue é incrementar o BATALLAR DE LAS ANTÍTESIS no intelecto; isso é tudo. Empero, o que lhes consta, o que eles evidenciaram? O que eles experimentaram esses eruditos do intelectualismo? Nada, meus queridos irmãos, nada. Têm a Mente atiborrada de imensa informação, mas nada lhes consta, nada sabem, eis aí o grave: IGNORÂNCIA, IGNORÂNCIA E MAIS IGNORÂNCIA! Não só existem os ignorantes analfabetos, também há ignorantes ilustrados e estes são doblemente ignorantes: “Não só ignoram, mas também ignoram que ignoram”. Não saber não é um delito, mas há pessoas que não só não sabem, mas também não sabem que não sabem; é essa a situação dos ignorantes ilustrados, das grandes lumbreras do intelecto. O que lhes serve a alguém ter a Mente atiborrada, recheada de teorias que não lhes constam, que jamais experimentou? O importante, irmãos, é EXPERIMENTAR O REAL; isso só é possível
em ausência da Mente.
Quero que vós todos, refletis, uma a uma, em todas e cada uma das minhas palavras...
Eu vejo que ninguém foi feliz com a Mente.
No mundo existem milhões de pessoas, nosso planeta realmente tem três mil bilhões de seres humanos, que raciocinam, que analisam, etc., e o que?
A Mente fez feliz algum deles?
Ponham vocês, irmãos, a mão direita no coração, sincronizem-se consigo mesmos e façam a seguinte pergunta: “Fui feliz com meu raciocínio?
A Mente me fez feliz?”.
Se algum de vocês foi feliz com a Mente, pois, eu gostaria de conhecê-lo.
Eu nunca em minha vida vi alguém que tenha alcançado a Felicidade através dos raciocínios ou do intelecto, ou do processo do pensar.
Entendi que devemos EXAUSTAR, precisamente, O PROCESSO DE PENSAR.
Me parece que o pensamento não resolve nada, absolutamente nada.
Na prática, pude evidenciar, até a saciedade, que aqueles que no Movimento Gnóstico se distinguiram por seus projetos, são os que menos realizaram, os que menos fizeram.
Na prática, pude verificar totalmente, integralmente, que aqueles que vivem de momento em momento são os que mais fazem.
Se eu, por exemplo, tivesse aguardado a ter alguns dólares para poder fazer o Movimento Gnóstico.
Estou seguro de que nunca o haveríamos feito.
Todos sabem muito bem, que eu não fui jamais um homem rico.
Comecei o Movimento com alguns amigos, e no entanto, já veem vocês, o Movimento cresceu e já abrange todo o Hemisfério Ocidental.
Logo poderemos colocar nossas obras nos Estados Unidos, e nosso Movimento chegará a se expandir mundialmente.
Mas para isso NÃO NECESSITEI DE PROJETOS, meus caros irmãos, VIVI DE INSTANTE EM INSTANTE; e isso é tudo.
Nossos Misionários saíram sem dinheiro para percorrer os diferentes países da América; tocaram em diferentes portas e assim formaram grupos, e cada dia se expande esta Grande Obra.
Aqui não houve projetos, mas fatos.
Creio que um deve sempre antecipar-se ao processo do pensar.
Estou a favor da FILOSOFIA DA MOMENTANEIDADE.
Creio, sinceramente, na espontaneidade.
Se alguém o interroga, deve antecipar-se ao processo pensativo e responder espontaneamente, instantaneamente com aquilo que lhe sair do coração sincero; assim, pouco a pouco, vai-se libertando de todo o processo do pensar.
Lhe é apresentado um PROBLEMA na vida, NÃO deve tratar de RESOLVER, melhor é DISOLVER.
Um problema, realmente, é uma forma mental com DOIS POLOS: O Positivo e o Negativo.
Essa forma flutua no nosso entendimento com seu batalhar de antíteses Polares, e é óbvio que vem a constituir em nós preocupações e sofrimentos.
Tratar de resolver os problemas é tão absurdo quanto querer viver encerrados dentro de uma garrafa, pois, um problema em uma garrafa realmente, uma garrafa de tipo intelectivo.
Quem está encerrado em um problema, age e vive, e pensa em função de seu próprio encerramento.
Isso é dizer, SE AUTOENCIERRA, vive dentro de um círculo vicioso, absurdo e não resolve nada.
O pensamento nada resolve, melhor será esquecer o problema; se o esquecemos, ele se dissolverá e isso é melhor, não é verdade?
Muitos me dirão, bom, ele se dissolve, e o que?
Experimentem, meus caros irmãos.
Por comum, as coisas não resultam como pensamos, mas como são realmente.
Os fatos acontecem porque têm que acontecer e o que tem que ser feito, é feito.
Vou lhes dar exemplos concretos, porque parece que assim se entende melhor o que estou dizendo: aqui, por exemplo, minha esposa-sacerdotisa, em casa, se preocupava ontem demais com aquilo de que é preciso pagar a renda, porque se não se paga, eles correm da casa; se preocupava com aquilo de que é preciso pagar as letras (claro que como não somos ricos, temos de sacar as coisas, pois, de forma fácil, pagando em parcelas mais ou menos confortáveis), tudo isso lhe acarretava a ela sofrimentos porque se aproximava já o tempo de tais pagos, e dinheiro não havia.
Ela até se atormentava porque eu não me atormentava (vejam vocês esse contrassenso do sentido comum); se fastidiava porque eu não me fastidiava, se molestava porque eu não me molestava.
Ela sofria, a pobrezinha, acho que até dores de cabeça lhe davam, vendo já perto a data dos terribles pagos e eu tão tranquilo, sem me preocupar em nada com os tais pagos (me encanta viver de instante em instante, de momento em momento, e sei que a Mente nada resolve).
No fim, chegavam as temíveis datas (por comum, primeiro ou quinzenas de cada mês), e então vinha o dinheiro para os pagos.
Uma vez feito isso, uma vez saldadas nossas dívidas, eu me dirigia a ela dizendo: “Bom, e o que você ganha com a preocupação?
Já estão os pagos, de que serviram suas preocupações?
Me parece que os centavos sobraram”...
É óbvio que ela não podia refutar isso, era tão exato, tinha que reconhecer que havia perdido energias tomando um caminho errado.
Assim, meus caros irmãos, eu não tratava de resolver problemas, me agradava mais disolver os problemas, ou para ser mais sincero, me agrada disolver os problemas (eles se dissolvem esquecendo-os).
Podria objetar-me, e isso é claro, dizendo-me: "Bom, e se não lhe tivesse chegado o dinheiro para esses pagamentos, em que teria ficado sua Filosofia?" Essa pergunta seria tremenda, não é verdade?
No entanto, não conseguiriam, os que assim me perguntassem, destruir, nem mesmo por um instante, a Filosofia da Momentaneidade.
Se o dinheiro para os pagamentos não viesse, o que aconteceria?
Quando muito, teria vendido os móveis da casa, ou me teria mudado para um quarto humilde e simples. E o que mais?
Por isso, eu teria morrido, ou se teria mudado o orden do universo, ou teria sucumbido à fome ou à miséria?
Não, meus caros irmãos, nada disso teria acontecido; simplesmente teria mudado de residência, é tudo.
Talvez os credores me tivessem tirado os objetos que me deram, e o que mais?
Como eu não me apego a esses objetos, porque o apego está formado por outro tipo de Eu...
>CM< ...é tudo.
A mim parece que...
>PI< ...não é verdade?
Por que tememos à vida?
Por que tememos à vida humilde, à vida simples?
O TEMOR é algo que devemos abandonar, meus caros irmãos, se queremos viver, realmente, de acordo com a Filosofia da Momentaneidade.
A Mente serve apenas para nos torturar a existência e nada mais.
Quando alguém lê tantos autores que há por aí, que exibem tantas inúmeras teorias, se dá conta da ignorância em que eles vivem.
Eles expõem uma tese que aprenderam por aí, em algum lugar; depois, eles mesmos a destruem e colocam outra, e em conclusão: O que acontece é que têm a Mente cheia de informações livrescas, mas nada sabem, nada experimentaram do Real; e isso é muito doloroso.
Estive refletindo nos últimos dias, irmãos, muito, e me dou conta cabal de que a Mente, como instrumento de investigação, é muito pobre; é dizer, perdão-me o conceito, muito miserável.
Há outros meios de informação mais ricos, MEIOS DE EXPERIMENTAÇÃO mais notáveis e maravilhosos.
Precisamos, meus caros irmãos, LIBERTAR A ESENCIA, a Consciência; sacá-la dentro do intelecto, extrair-la da Mente para experimentar o Real, a Verdade.
Necessitamos DOMINAR A MENTE, amansá-la, digamos, como quem está amansando um potro selvagem; submetê-la, controlá-la, se é que realmente desejamos, muito sinceramente, libertar-nos dela, para experimentar o que é a Verdade.
Vamos a fatos mais concretos: Há um autor, cujo nome não menciono, que fala sobre a Atlântida, sobre a famosa Atlântida.
Até o momento, compartilhamos conceitos dos russos, que dizem que a renombrada Atlântida foi simplesmente uma ilha no Mediterrâneo, etc., o que é completamente absurdo, não é verdade?
Em que se baseia esse autor para repetir o que já foi dito pelos russos?
É isso que faz o intelecto, irmãos: repetir o que outros dizem.
A mim não parece que o intelecto seja um instrumento assim eficiente para a investigação; seria melhor, por exemplo, desembotellar a Essência através da MEDITAÇÃO, ou seja, desembotellar a Consciência, tirá-la daquela jaula de conceitos intelectivos ou racionais.
A Consciência desenvolvida, livre do processo de pensar...
Quando as pessoas vão entender a necessidade de libertar-se do processo de pensar?
Em que época, em que data?
Observem os grandes diplomatas desses tempos: eles tratam mutuamente de enganar-se uns aos outros; aqueles "lobos da política", grandes embaixadores, delegados, grandes ministros, etc., etc., na verdade não fazem mais do que tratar de enganar-se mutuamente.
Como poderia haver PAZ UNIVERSAL dessa forma?: uns tratando de enganar outros, vocês acreditam que assim poderiam realizar-se verdadeiros tratados de paz?
Um diplomata acreditaria, por exemplo, em outros diplomatas?
É mutua a desconfiança e esta se torna da Mente.
Poderia estabelecer-se a paz sobre a base da desconfiança mútua?
É óbvio que não, meus caros irmãos; os "lobos da política" defraudaram o mundo, isso é verdade.
Luminares do intelecto, perversos que jogam com a Mente!
Quão doloroso é tudo isso!
O mundo atualmente está governado por BRIÕES DO INTELECTO; isso é terrível.
Vejam a anarquia, o caos em que vive o mundo: cada mão se levanta contra cada mão, uns contra outros e todos contra todos; e vocês podem estar seguros de que chegará o dia em que a TERCEIRA GUERRA MUNDIAL acabará com todos.
A reflexão, portanto, nos indica a necessidade de acabar com o processo do pensar, para chegar a saber realmente.
Quero que vocês, meus caros irmãos salvadorenhos, pratiquem a Meditação de forma mais intensiva.
QUANDO A MENTE ESTÁ QUIETA realmente, não aquietada violentamente, repito, mas quieta, de forma espontânea e natural; quando a Mente está em silêncio, não silenciada à força, amordaçada, porque então ela estaria gritando por dentro, não; repito: EM SILENCIO de forma natural, então ADVEIO O NOVO.
Na Meditação, meus caros irmãos, devemos, em primeiro lugar, colocar nosso corpo na forma mais confortável.
Alguns preferem meditar sentados, há quem prefere fazê-lo na postura oriental, outros preferem deitar-se no chão com as pernas e os braços abertos, na forma da Estrela Flamígera, que é, digamos, a forma de Meditação para Mestres, a forma superior; e cada qual, pois, pode escolher a posição que considere mais confortável.
Fechar em seguida os olhos para que nada das coisas do mundo nos distraia.
E então, observar nossa própria Mente em ação: se um pensamento nos vem ESTUDIÁ-LO, OBSERVA-LO cuidadosamente, COMPRENDÁ-LO profundamente e em seguida OLVIDÁ-LO.
Se um recuerdo advém, é preciso fazer o mesmo: estudá-lo, pesá-lo, medir-lo, e esquecê-lo após ter o compreendido a fundo, inteiramente, totalmente.
Se um desejo qualquer vem, pois, bem, vamos estudar o desejo, a profundizá-lo, a ver o que é que tem de real, em seguida esquecê-lo.
Cada pensamento, cada desejo, cada recuerdo, cada ideia, etc., etc., etc., deve ser rigorosamente estudado, compreendido a fundo.
Assim é como VAMOS CONHECENDO NOSSO EGO, nosso Eu, nosso mesmo; porque tudo o que nos vem à Mente quando tentamos meditar, tudo o que tenta sabotear o nosso trabalho é nosso próprio Ego, nossos próprios desejos.
Porque nosso Ego são nossos pensamentos, nossos desejos, nossas ideias, nossas apetências, nossos temores, nossos ódios, nossas invejas, nosso egoísmo, nossas lujurias, nossos orgulhos, etc...
Assim pois, que em Meditação vamos vendo o que vai aparecendo, vamos vendo nosso próprio Ego, o qual tem um princípio e tem um fim; é como um ovillo de fio, por exemplo: Tem seu princípio e tem seu fim.
Assim é o Ego, meus caros irmãos: tem um princípio e tem um fim...
Uma vez que o trabalho todo tenha sido concluído, digamos, o filme da tela, toda a procissão aquela do Eu, todo aquele encadeamento de desejos, apetências, temores, recados, ódios, etc., a Mente fica, obviamente, quieta e no mais profundo silêncio.
E então, é natural que a Essência, a Consciência que levamos dentro, se desembotelasse de entre a Mente, se libere; e assim venimos a EXPERIMENTAR O REAL, aquilo que é a verdade, entendido?
O que queremos saber, por exemplo, sobre a Atlântida, o que faremos?
Antes de iniciar qualquer prática, é claro que devemos levar a mente à quietude e ao silêncio. Mas antes de começar toda prática, devemos ORAR, sim, à nossa DIVINA MADRE KUNDALINI, pedindo-lhe de todo o coração que nos leve à Atlântida, pois queremos saber sobre a Atlântida; depois nos sentamos para a prática.
E uma vez que a mente está quieta e em silêncio, é óbvio, meus caros irmãos, que então a Divina Madre Kundalini nos levará à Atlântida e vamos a vê-la; mas vamos a vê-la em Consciência, em Essência, em Espírito, não através do processo do pensar, através dos intelectualismos, que de nada servem.
Através de simples teorias, não se consegue nada.
Vamos a vê-la tal como é; vamos reviver vidas que tivemos na Atlântida, existências passadas; é esse o modo de saber, não é verdade?
Eu, por minha parte, vou dizer-lhes algo: Quando quero investigar, por exemplo, sobre a Lémuria, o primeiro que faço, a meu modo (se a vocês convier, pois sigam meu exemplo, eu lhes digo como faço): Me deito, pois, em minha cama muito tranquilamente, com a flamígera (braços e pernas abertas), corpo relaxado totalmente; fecho meus olhos físicos para que não me molestem as coisas do mundo exterior...
Depois, me concentro em minha Divina Madre Kundalini, lhe digo: “Quero saber sobre tal coisa, por exemplo, sobre a Lémuria (um exemplo, não?) Quero informação”.
Suplico e PELO VERDADEIRO AMOR, naturalmente, porque à Madre não se vai dirigir em forma ditatorial (“limosna com escopeta” como dizem por lá), não; mas sim com verdadeiro amor.
O filho deve dirigir-se à sua Mãe com amor.
E depois da súplica, busco pôr minha Mente quieta e em silêncio.
Se algum recuerdo me vem em esses momentos em que intento fazer a prática, pois, o compreendo, o analizo e o esqueço.
Se surge qualquer desejo, qualquer ideia, pois faço o mesmo: Compreender, analisar..., compreender, discernir e esquecer, e ao fim a Mente fica quieta.
Uma vez quieta e no mais profundo silêncio, então minha Consciência se desembotella, é óbvio.
Sai de entre a Mente e vou viver a Lémuria, e a ver os fatos da Lémuria, e a reviver existências que tive na Lémuria.
Depois, saio já da Meditação com toda a informação, a escrevo e lha entrego a vocês em livros impressos, que tal?
Como lhes parece meu sistema, meus caros irmãos?
Façam ressoar estas fitas e muitas vezes; façam-na ressoar e ouçam a Enseñanza tal como estou lhes dando; mas ouçam-na, por favor, pratiquem, não basta apenas receber a cátedra, é preciso levar a Enseñanza à prática, entendido?
O sistema, pois, de INVESTIGAR COM A CONSCIÊNCIA é melhor do que investigar com o intelecto, mais sábio.
Porque com a Consciência experimentamos diretamente a Verdade; com o intelecto, o que experimentamos?
Nada, meus caros irmãos, com o intelecto o único que conseguimos é amargarmos a vida, encher a Mente de teorias e mais teorias; isso é tudo.
O que sai da Consciência, repito, é reto; o que sai do intelecto, é difícil que seja reto, por comum é torcido.
Isso eu pude verificar através da experiência.
Empero, reconheço que cada qual é livre de pensar como quiser.
Quem quiser seguir minhas Enseñanzas, que as sigam, eu não estou tratando de exercer coerção sobre a Mente de ninguém.
Respeito o livre pensar de cada qual, exponho sim, digo: É melhor nos libertarmos do processo do intelecto...
O grave é que as gentes estão tão autoengañadas, que creem que toda ação deve nascer forçosamente da Mente.
Jamais fazem a VOLUNTÁDE DO PAI, nunca atuam com os ditados da Consciência, não ouvem a Consciência, preferem fazer as coisas com suas ideias mais ou menos torcidas, ou disparatadas, de acordo com seus impulsos meramente intelectivos; isso nos levou ao erro.
Vejam o estado em que se encontra a humanidade.
Se aprendemos a VIVER DE ACORDO COM OS DITADOS DA CONSCIÊNCIA, é óbvio que viviremos reto e que não nos echaremos karma de nenhuma espécie.
Mas se continuarmos atuando de acordo com os impulsos intelectivos ou com os impulsos da Mente, então nossas ações serão torcidas, disparatadas, erradas.
Isso nós pude refletir, compreender através da vida prática...
É preciso discutir um pouco com a Mente quando ela não quer obedecer.
Devemos nos dirigir à Mente, dizendo-lhe, por exemplo: “Mente, por que não me obedeces?
Obedeç-me!
O que é que tu queres, Mente?”...
Mais tarde, com o desenvolvimento das Faculdades, a Mente nos responderá como se fosse um sujeito completamente diferente.
Ela nos dirá: “Eu quero isso, ou desejo tal outra coisa”; ou simplesmente através de uma imagem representativa, através de qualquer REPRESENTAÇÃO intelectiva, nos mostrará o que ela quer.
Então, podermos nós dizer-lhe: “O que tu estás desejando, Mente, não serve, é falso, Obedeç-me!
"Eu sou tua Consciência e tu devias me obedecer, Mente!"...
Assim, pouco a pouco a vamos dominando; é preciso aprender a discutir com ela, tratarla da mesma forma em que os arrieros tratam a um burro que não quer obedecer.
Vistes, irmãos, como os amansadores de cavalos tratam os cavalos?
Há vezes que até lhes repreendem, e assim devemos fazer com a Mente: TRATÁ-LA COMO UM BORRICO ou um cavalo, COMO ALGO QUE DEVE APRENDER A OBEDECER.
Não ser escravo da Mente, porque se nós somos escravos da Mente, vamos ao fracasso.
Há um ponto muito delicado durante a Meditação: muitas vezes quando alguém acha que chegou à quietude e ao silêncio da Mente, não chegou ainda.
Então deve escavar dentro, deve dizer à Mente: “Mente, o que está acontecendo?
O que estás desejando?
Por que não estás quieta?
Obedeça-me, devias estar quieta!”...
Às vezes, se vós tiverdes certo desenvolvimento das Vossas Faculdades Superiores, poderdes ver as Representações da Mente, que nesse instante contestará com tais ou quais cenas; nessa forma nos dirá o que quer.
Mas, precisamente, é esse o instante de saber responder-lhe, de saber tratar àquela Mente da mesma forma em que um arriero trataria a um burro que não quisesse obedecer, a um burro que não quisesse estar quieto; e por último, ela ficaria quieta.
A QUIETUDE e o SILENCIO, isso é o que se quer durante a Meditação, precisamente isso.
Porque quando a Mente está quieta, quando a Mente está em silêncio, advém o novo.
Se achais que chegastes à quietude, e ainda não estáis experimentando nada, é porque não chegastes à quietude e ao silêncio.
Se encontrais alguma pressão dentro da Vossa Mente e não aquele estado de natural espontaneidade, de natural atitude, é porque ainda não está quieta a Mente nem em silêncio.
É preciso averiguar, então, por que não está quieta, por que não está em silêncio.
Pode acontecer que tenha lutas terríveis, lá, em fundos sumergidos, em repliegues muito profundos, desconhecidos para vós.
Sim, não se vos faça estranho: fundos internos sumergidos ou infraconscientes da Mente...
Em tais fundos ou abismos intelectivos, também há lutas que muitas vezes não conhecemos (na região meramente superficial do raciocínio).
Lutas, lutas que travam, que não permitem que a Consciência se escape; lutas que embotelam à Essência...
Por isso, quando os encontrarem nesse estado, apesar de acreditar que a Mente está quieta e em silêncio, não surge o novo, é porque há obstáculos muito profundos do Infraconsciente.
Então é necessário interrogar a Mente: “Mente, o que é que desejas?
Por que não estás quieta?”...
A Mente dará uma resposta, possivelmente com uma Representação.
Compreender tal Representação, discernir e fazer com que a Mente veja que essa Representação, que essa ideia que ela tem, que esse desejo que ela tem é absurdo.
É necessário discutir, nesse caso, com a Mente, e fazer com que ela compreenda que está no absurdo e que sua posição não tem uma base sólida; que o melhor que ela deve fazer é deixar-nos quietos, não nos molestar mais, não nos fastidiar.
Mas é necessário compreender qual é esse desejo que a Mente tem.
Desejo, possivelmente, muito sumergido.
É necessário COMPREENDER-LO PARA PODER-LO DESTRUIR; destruído, pois, vem a quietude e o silêncio da Mente.
E se não viesse, então o que?
É porque há algum outro desejo sumergido, algum outro problema por lá, Infraconscientes.
Nesse caso é necessário repetir, é necessário discutir com a Mente, é necessário interrogá-la para saber o que ela quer; é necessário fazer com que ela compreenda que o que está desejando é absurdo, que nos deixe em paz, que não nos moleste.
Assim, dominando a Mente, amansando-a como um potro selvagem, finalmente chega o instante em que ela aprende a estar quieta e em silêncio; até que vem a Liberação da Essência, a Liberação da Consciência.
Um com a Consciência livre, fora do terreno meramente intelectivo, pode EXPERIMENTAR, ESTUDIAR, não digo apenas a Atlântida ou a Lémuria, mas sim até os Dias e as Noites Cósmicas; pode aprofundar a história dos séculos; conhecer-se a si mesmo e conhecer os outros; descobrir os Mistérios da Vida e da Morte; experimentar os SETE SECRETOs INDECÍVEIS, etc., etc., meus caros irmãos.
MAIS MEDITAÇÃO, POR FAVOR, mais Meditação, é o que vocês precisam!
Na Terceira Câmara, no Lumisial, é possível fazer Meditação em grupo, e convém fazê-la para que todos recebam a força.
E em casa é necessário trabalhar diariamente, diariamente em casa, meus caros irmãos, trabalhar, trabalhar e trabalhar.
Lembrem-se de que “a Meditação é o Pão do Sábio”, “o Pão Nossa de cada dia”; devemos praticá-la com intensidade, me entendestes?
Bem, meus caros irmãos, por hoje acho que já falei o suficiente.
Agora os invito a praticar a Meditação, os invito a estudar, os invito a refletir as Enseñanzas que através desta fita gravada lhes dei.
Paz Inverencial!

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